Will Jardim é estrategista de conteúdo e branding com 17 anos vividos dentro do mercado fitness. Foi diretor de marketing da Under Labz, marca com mais de 14 publicações no portal internacional Stack3D durante sua gestão, e é consultor oficial do Mercado Livre, na consultoria Platinum. Há mais de 15 anos participa da construção da carreira do fisiculturista Fernando Sardinha, e assina estratégias de conteúdo que levaram o canal do Coach Rubens de 250 mil a mais de 1 milhão de inscritos. Escreve sobre posicionamento, branding e os canais que fazem uma marca gerar demanda: aquisição, conversão e retenção.
Formação e credenciais
Graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
Mestrado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP)
MBA em Controladoria e Finanças pela FUNDACE FEA-USP
Consultor oficial do Mercado Livre (consultoria Platinum)
A WePink faturou R$ 1,3 bilhão em 2025 vendendo a imagem de Virginia Fonseca. O Founder-Led Brand reduz custo de aquisição e cria lealdade, mas concentra toda a confiança da marca em uma única reputação.
95% das decisões de compra acontecem no subconsciente, segundo Gerald Zaltman, de Harvard. É essa psicologia que Nike, Harley-Davidson e Starbucks usam para vender identidade, não produto, e cobrar mais por ela.
O mercado global de suplementos proteicos gira em torno de US$ 30 bilhões e caminha para passar de US$ 60 bilhões até 2035. Quatro ondas explicam o boom: pandemia, geração Z, redes sociais e as canetas GLP-1.
A On Running nasceu de um protótipo feito com mangueira de jardim que as gigantes recusaram. A marca suíça passou de US$ 2 bilhões de receita em 2024, cresceu 30% em 2025 e chegou a valer quase US$ 18 bilhões na bolsa.
O Equinox Optimize custa US$ 40 mil por ano, cerca de R$ 220 mil, e tem fila de espera com mais de 1.000 nomes. A jogada: sair da guerra de preço das academias e vender longevidade, o novo luxo do mercado de wellness.
As canetas emagrecedoras movimentaram R$ 10 bilhões no Brasil em 2025 e derrubam o consumo de snacks, cerveja e restaurantes. McDonald's e Nestlé já reagem: a lição de reposicionamento vale pra qualquer marca.
As campanhas mais elogiadas do 1º semestre de 2026 venderam honestidade, segundo o Marketing Dive: a Dove baniu IA dos anúncios, a Anthropic virou case no Super Bowl e a Coca-Cola apanhou por anúncios gerados por IA.
Lionel Messi terminou a Copa de 2026 como artilheiro, com 7 gols. Mas a jogada mais valiosa foi fora de campo: um império de US$ 1 bilhão que inclui direito a participação no Inter Miami, hotéis e investimentos.
O Brasil caiu nas oitavas da Copa de 2026 para a Noruega, mas a CBF recebeu US$ 25,5 milhões da FIFA e o elenco ficou com cerca de R$ 92 milhões. O torcedor aposta no placar; o jogador estrutura receita antes do apito.
A FDA retirou o alerta cardiovascular da testosterona após estudo com 5.246 homens e o SUS incorporou o hormônio para hipogonadismo. Um homem de 58 anos com níveis restaurados consome como atleta, e o mercado não viu.
O Mercado Livre fechou 2025 com 121 milhões de compradores ativos. Will Jardim, consultor certificado da plataforma, explica como tirar o marketplace do isolamento e integrá-lo à aquisição e à retenção da marca.
'Farmar aura' saiu dos games e dominou o TikTok e o Instagram no Brasil. O fenômeno prova uma tese incômoda: conteúdo que divide opiniões gera comentário, e três gatilhos forçam a reação: discordância, identificação e surpresa.
A Climatic lançou o L Max, um inalador de pó seco que parece um vape, levantou US$ 10 milhões e esgotou o estoque em 14 dias. A estratégia: abraçar a comparação com o objeto mais odiado do mercado de saúde em vez de fugir dela.
A Shopee integrou o Programa de Afiliados ao Instagram em julho de 2026 e, a partir de agosto, exige nota fiscal. Não é burocracia: é a profissionalização de um canal que já move um terço do e-commerce na China.
A Nestlé lançou em junho de 2026 o Moça Lovers, comunidade que transforma consumidores do Leite Moça em criadores oficiais, com níveis, desafios e prêmios. A tese: o melhor canal de aquisição é o fã que você já tem.
A Euromonitor pôs a longevidade no topo das tendências de consumo de 2025 e o wellness chegou a US$ 6,8 trilhões. Minha aposta: o próximo bilhão da suplementação será vendido a quem quer performar mais por mais tempo.
Autoridade adquirida é o que você sabe fazer. Percebida é o que o mercado enxerga. Fernando Sardinha, 3 vezes campeão mundial, viveu essa lacuna por anos. Entenda o vão que deixa bons profissionais invisíveis.
O café da Starbucks perdeu para o McDonald's em teste cego da Consumer Reports, e mesmo assim a marca vale US$ 117 bilhões e tem 35,6 milhões de membros fiéis nos EUA. O que ela vende não é café: é ritual.
Erling Haaland tem fortuna estimada na casa dos US$ 100 milhões, contrato de £20 milhões por ano com a Nike e virou investidor da Norway Chess. A lição por trás do império: salário é temporário, ativo é permanente.
A Growth Supplements, que vende mais de US$ 400 milhões por ano, anunciou a entrada em supermercados e farmácias. Não é tiro no pé: é o mesmo caminho que levou a Quest Nutrition do digital a uma venda de US$ 1 bilhão.
CAC é quanto custa conquistar um cliente. LTV é quanto ele gera ao longo da relação. Adquirir um cliente novo custa de 5 a 25 vezes mais do que reter um, e mesmo assim retenção segue sem dashboard na maioria das marcas.
O YouTube tem 2,7 bilhões de usuários e 144 milhões no Brasil, o terceiro maior público do mundo. Um vídeo postado há mais de 4 anos ainda gera venda hoje: é o conteúdo evergreen que as marcas de suplementos ignoram.
Na Romênia, o Sports Festival criou o Health Ticket: 20 agachamentos em até 2 minutos valiam uma passagem de ônibus. Foram 2,3 milhões de agachamentos, 115 mil bilhetes e cobertura internacional sem mídia paga.
A Keurig Dr Pepper pagou US$ 990 milhões por 60% da Ghost em 2024. A marca cresceu sem fisiculturista como garoto-propaganda: fez collab com Oreo e Sour Patch Kids e falou com quem o mercado fitness nunca enxergou.
5,5% dos brasileiros usam canetas como Ozempic e Mounjaro, acima da média global de 3,7%. Quem emagrece com elas perde massa magra e vira um avatar novo que as marcas de suplementos ainda não atendem.
A Panini, fundada em 1961 em Módena, fatura cerca de € 1 bilhão em ano de Copa vendendo figurinhas em mais de 150 países. O segredo é a psicologia do álbum incompleto: você não compra o que quer, compra o que falta.
A MaryRuth's chegou a US$ 100 milhões sem investidor externo transformando clientes fiéis em embaixadores. Em vez de contratar influenciador famoso, a marca pergunta a quem mais compra: "você quer ser o rosto da marca?"
A Growth Supplements fatura US$ 500 milhões por ano com o suplemento mais barato do Brasil. O preço foi só a isca: o motor real é um ecossistema de aquisição e retenção que dilui o CAC e multiplica o LTV.
A CazéTV quebrou o recorde mundial de audiência simultânea do YouTube seis vezes na Copa 2026: dos 12,7 milhões de Brasil x Marrocos, que destronaram o foguete indiano Chandrayaan-3, aos 24,2 milhões de França x Espanha. Tudo sem emissora nem TV aberta. O modelo: marca antes de estrutura.
Mayk Leão saltou de 40 mil para 2 milhões de seguidores após o vídeo do suposto OVNI no Paraná. O mecanismo não é sorte: ponto em comum universal, storytelling com destino e polarização, o mesmo trio do Nubank.
A Nike deixou o registro da Total 90 expirar em 2019. Hugh Bartlett, técnico de futebol dos EUA, registrou o nome, pediu US$ 2,5 milhões e processou a Nike antes da Copa de 2026. A lição: marca sem registro não é sua.
73% das marcas já preferem micro e médios influenciadores, que entregam cerca de 3x mais engajamento com custo até 60% menor. A tese: alcance não é canal de aquisição, confiança é.
A FIFA projeta US$ 13 bilhões de receita no ciclo da Copa de 2026 sem ter time, treinar atleta ou pagar salário de jogador. Ela controla o símbolo, e quem controla o símbolo controla o valor.
A Nike lançou Rip the Script, filme de 6 minutos com mais de 30 estrelas para a Copa de 2026. Mas a prova real de branding veio antes: a marca encerrou o contrato de Neymar e nada aconteceu com ela.
Marketplaces concentram 87% do e-commerce global, mas são canal de conversão, não de aquisição. Marca que não constrói desejo antes da prateleira digital vira commodity: basta um concorrente 15% mais barato.
A Liquid Death saiu de US$ 2,8 milhões em 2019 para US$ 333 milhões em vendas no varejo e valuation de US$ 1,4 bilhão vendendo água comum. O produto nunca mudou: a identidade de marca fez todo o trabalho.
A Justiça do Trabalho já condenou empresas a pagar R$ 5 mil e R$ 10 mil por obrigar funcionários a gravar dancinhas para o TikTok. O problema não é o meme: é usá-lo sem estratégia e sem proteção jurídica.
A Red Bull terceiriza 100% da produção, vendeu 13,9 bilhões de latas em 2025 e faturou € 12,2 bilhões investindo cerca de um terço das vendas em marketing. A tese: ela não vende bebida, vende marca.
Nike vende crença, Apple vende pertencimento, Coca-Cola vende memória afetiva. Juntas, somam mais de US$ 500 bilhões em valor de marca segundo a Interbrand. O que as pessoas compram delas nunca foi o produto.
A Ferrari lançou o Luce, seu primeiro carro 100% elétrico, sem o ronco do V12. As ações chegaram a cair quase 8% e o ex-presidente Montezemolo pediu que tirem o Cavallino do carro: anatomia de uma crise de identidade.
Nike, Apple, Louis Vuitton e Red Bull dominam mercados diferentes com a mesma arquitetura de marca: posicionamento, consistência e experiência. Os 3 pilares que separam empresas que vendem de marcas que dominam.
Neymar assinou com a Nike aos 13 anos, a Ryanair virou a maior aérea da Europa e Ronaldo vendeu o Cruzeiro por R$ 600 milhões sem pedir acesso a ninguém. A tese: posicionamento abre portas que networking não abre.
A Gillette chegou a controlar 70% do mercado global de lâminas, foi vendida por US$ 57 bilhões e virou substantivo no dicionário. O que acontece quando uma marca compete por identidade, não por preço.